Tenho afirmado aqui neste blog que qualquer projeção eleitoral para 2018 corre o sério risco de se desmanchar pelo caminho.
E vários são os fatores que permitem esta conclusão.
Vejamos.
Fator 1) O fator Justiça.
O ladrão LuLLa vai concorrer? Somente a justiça pode responder.
São grandes as chances de que isso não ocorra, em virtude da mais que provável condenação deste miserável pelo TRF-4 antes mesmo do previsto. Diz-se que entre Março e Abril o cafajeste geral da nação estará com seu destino selado. Certo?
Não dá para saber. POr que esta mesma justiça, uma parte dela, tem se esmerado no compadrio com bandidos e nada impede que, para salvar seus bandidos de estimação, acabe também por "salvar" este ladrão incorrigível.
E o Xuxú sem sal de Pinda, vai concorrer?
Claro, sua situação é um pouco menos pior que a do Bandidão da nação, mas ainda assim, ele está em sérias encrencas.
A simples abertura de um processo já servirá para arrastá-lo mais ainda para a rabeira da fila de pretensos candidatos à cadeira primeira da nação.
Fator 2) O fator Política.
É tão certo como o nascer do dia que veremos artimanhas as mais canalhas perpetradas por bandidos que querem se livrar de Moro, Walisney e Bretas por que sabem que não terão boa vida.
E, também neste caso, os bandidos de grande poder podem acabar fazendo o mesmo que a Turma do Compadrio de Gilmar. Para se livrarem, podem acabar por também livrar LuLLa de suas merecidas punições.
Quem teve a coragem de assaltar os cofres da nação para se livrar da necessária investigação, pode muito bem continuar com o balcão de negócios para que todos os bandidos se safem da cadeia.
Fator 3) Os outsiders.
O que fará Joaquim Barbosa? E o homenzinho verde do caldeirão? E Dória?
Ninguém sabe.
Lê-se aqui e ali que hulk pode desistir de ter desistido e entrar no páreo novamente no limite do prazo para candidaturas. O lenga-lenga dos três malucos não permite apostar em nada.
Fator 4) Os militares.
Erram de longe todos os que desprezarem este fator. A insatisfação generalizada no alto comando das três força não é nada desprezível.
Nesta semana tivemos dois exemplos claros.
Um do General Mourão que sentou a lenha, mais uma vez, na situação atual. Pertencente ao alto comando do Exército eu pergunto:
- Ele expressava uma opinião pessoal ou estava representando um sentimento generalizado no alto comando da tropa, até mesmo contrário ao atual chefe de exército, considerado "omisso" pelo generalato e por oficiais de alta patente.
E agora surgiu mais um oficial graduado da Aeronáutica, o Coronel-aviador Mauro Rogério, que repetiu em vídeo postado na rede, as mesmas teses defendidas pelo "respeitadíssimo" (palavras de Villas Boas) General Mourão.
O Coronel Mauro, no vídeo, fala em nome de um "movimento" chamado "Brasil Futuro".
A pergunta que se faz de imediato: Será o movimento de um "coronelzinho" ou um movimento que canaliza a mesma insatifação que reina no alto comando do Exército, só que na Aeronáutica?
Falta alguém da Marinha para que o círculo se feche.
Esta insatisfação militar nas forças armadas se deve ao fato de se reconhecer que as soluções necessárias não surgirá dos três fatores anteriores.
Que não voltará a acontecer a mesma insubordinação ocorrida nos idos de 64, onde uma rebelião de marinheiros e fuzileiros navais, encastelados no Sindicato dos Metalúrgicos da Guanabara, serviu de estopim para a marcha, saída de Juiz de Fora em Minas Gerais, do General Olympio Mourão Filho, em direção ao Rio de Janeiro.
A história vai se repetindo.
Só falta aparecer um Mourão.
Ou será que ele já está em campo?
O quarto fator.
15:19:00
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