Alguém precisa avisar ao senhor Gilmar Mendes que ele está colocando a toga na frente do juri.
Esta semana o falastrão soltou a seguinte pérola:
"Vamos para a eleição de 2018, que é uma eleição grande, sem modelo específico, só com doação das pessoas físicas - que não há tradição no Brasil, e muito provavelmente vamos ficar entregues ao crime organizado, a pessoas que já trabalham no ilícito, ou a algumas organizações que têm modo próprio de financiamento."
Kilindo, não?
Mendes está preocupadinho com as quadrilhas do tráfico de drogas, mas defende a quadrilha que a mais de uma década atua no tráfico de grana pública roubada para sustentar eleições milionárias e também engordar suas finanças pessoais.
Em primeiro lugar se o tráfico de drogas entrar com o pé direito nas eleições estaria estabelecida uma espécie de saudável concorrência com os ladrões poderosos, certo?
Obviamente, ao contrário de Mendes, a maioria dos brasileiros não querem quadrilha, qualquer uma, atuando nas eleições.
Mendes já se disse a favor do Caixa 2, o que por si só é uma falta de vergonha nas fuças vindo de um magistrado conhecedor da lei. Mas Mendes vai mais longe em sua sanha.
É a favor também do famigerado voto em lista que vai dar sobrevida aos caciques dos partidos, todos eles prestes a se sentarem na cadeira de réu diante do juiz Mendes e tirando do povo direito à escolher os seus representantes.
Só isso? Não. Mendes quer mais ainda.
Ele quer o financiamento público de campanha, hoje orçado em 3 bilhões de reais, SOMENTE PARA O PRIMEIRO TURNO, estabelecendo, desta forma, um assalto institucionalizado aos combalidos cofres da nação que estão desta forma graças aos ladrões que Mendes quer ver eleitos.
Mendes está se portando como um canalha de togas.
Author: Unknown
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