LuLLa, o filho da Odebrecht.

Me escangalhei de rir ao assistir o filme LuLLa, o filho do Brasil.
Não pela qualidade do filme que era até razoável, mas pelo conteúdo. A mim ficou a clara impressão de que se tratava de uma comédia.
Vendeu-se ali uma mercadoria que nunca existiu.

Na delação de Emílio revela-se: LuLLa foi filhote de tudo, menos do Brasil.

LuLLa foi uma invenção de Golbery. a mente nazista do militarismo. Era o sujeito que organizava greves ao mesmo tempo em que nos corredores dos DOI-CODIs da vida, entregava os companheiros. Era também o sujeito que organizava greves para, de alguma forma, dela se beneficiar.

Agora revela-se que LuLLa também era o filhote mais querido da Odebrecht. Segundo Emílio a estreita amizade com o calhorda, iniciada ainda durante o regime militar (quem sabe já naquela época a Odebrecht mantinha LuLLa financeiramente a mando dos militares?) tinha um claro objetivo: A empreiteira queria voltar a mandar no setor de energia, em especial naquele sob a guarda da Petrobrás.

Vamos voltar no tempo pois são nestes retornos que a gente começa a entender a história atual e descobre que uma surrada frase de Max faz todo sentido. Diz-nos o teórico bandido do comunismo que "a história se repete como farsa".

Quem era a Odebrecht nos anos 60? Nada. Uma construtorazinha de terceiro escalão da Bahia.
Um decreto de Costa e Silva, de 10 de abril de 69, no entanto, mudou este quadro.
Dizia o decreto:

“Art. 1º Os órgãos da Administração Federal, inclusive as entidades da Administração Indireta, só poderão contratar a prestação de serviços de consultoria técnica e de Engenharia com empresas estrangeiras nos casos em que não houver empresa nacional devidamente capacitada e qualificada para dos serviços a contratar".

Criava-se, então, uma reserva de mercado para as empreiteiras nacionais. A intenção do militar presidente não era de fato ligada à obtenção de propina como se vê agora, mas de fortalecer a indústria nacional. Toda esta história pode ser lida no livro de Pedro Henrique Pedreira Campos (Estranhas cátedras)  que narra a relação entre as empreiteiras e o regime militar de Costa e Silva.

Criava-se então a Odebrecht monstro que hoje se conhece. A Odebrecht é filha do militarismo, assim como LuLLa era filho do Golbery.

O decreto foi anulado por Collor e voltou com LuLLa e o tal de conteúdo nacional obrigatório sob a balela de que isto salvaria a indústria nacional, haja vista a falência de algumas grandes empresas do setor naval.
Ao assinar tal decreto LuLLa, pelo visto, se transformou de fato no Filho da Família Odebrecht, pois já era adotivo da mesma família desde estes mesmo anos 70, como disse Emílio Odebrecht em sua delação, onde um experiente Emílio se encantou com a sagacidade do falso Filho do Brasil.
Isto não é papo furado: É HISTÓRIA. No entanto, história que se repete como farsa, como bem disse o teórico do maldito comunismo.

Não foi a capacidade intuitiva de LuLLa que encantou Emílio. Mas sua completa aversão ao trabalho. LuLLa é capaz de vender a mãe para matar o pai se este lhe ordenasse uma ida ao trabalho.
Se querem conhecer bem a personalidade deste cretino vagabundo comprem o livro "O que sei de LuLLa" de José Nêumanne que revela, sem meias palavras, a personalidade prostituta e inescrupulosa de LuLLa, esse herói nacional de barro que não passa de um espertalhão inteligente o bastante para enrolar outros ditos inteligentes.

Assim, a história se repete como farsa.
A farsa de um menino pobre que chega à presidência do seu país, sem nunca ter sido pobre. LuLLa sempre viveu às custas de alguém "amigo" que, "sem nada esperar em troca", enche os bolsos de seus pupilos e dele próprio de grana roubada.
A farsa de protetor dos mais pobres que prometia para eles as maravilhas do socialismo quando, na verdade, estava construindo uma reserva de mercado de ignorantes que ainda hoje defende este criminoso safado.
A farsa do cidadão mais honesto do mundo, quando hoje se sabe que o homem mais honesto do mundo não passa de uma ladrão barato e impiedoso que jogou a pátria mãe Brasil na lama em que hoje nos encontramos e que levará anos a fio para ser limpa, sacrificando sempre os mais pobres da nação, hoje transformados em desempregados em busca de dignidade social suficiente para sustentar suas famílias.

LuLLa é, como diziam muitos, uma farsa completa criada pelo militarismo, azeitada pela Odebrecht, também filha do mesmo militarismo, e vendido aos pobrinhos da nação como salvador da pátria.

Deus há de nos atender quando pedimos, imploramos de verdade, que este calhorda tenha vida longa. Longa o suficiente para pagar pelos crimes que cometeu contra essa gente pobre do Brasil.
Longa o suficiente para que estes mesmo pobres tenham tempo de descobrir que aquele filho do Brasil não passa de um bastardo vagabundo, nascido da prostituição entre o capital e o trabalho que, por ironia, nos é revelada por Marx em O Capital.

LuLLa conseguiu um feito inédito.

Ratificar as teorias do filósofo vagabundo do socialismo assassino. Tanto no que diz respeito à relação capital trabalho como na teoria da história que se repete como farsa.

VIDA LONGA PARA LULLA!!!!!
UHRRÁAAAA! UHRRÁAAAA! UHRRÁAAAA! UHRRÁAAAA!

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