Em vez de grana pública, por que não debates ao vivo?

A fantástica fortuna que se gastou nos últimos anos com eleições presidenciais chega a ser uma afronta para um país que dança a macabra melodia da pobreza.
Somos um país pobre e carente de bons serviços públicos, que contrasta vivamente com a propaganda de primeiro mundo feita pelos candidatos e seus luxuosos jornalistas marqueteiros chinfrins.

Somente as campanhas dos dois principais concorrentes em 2014 gastaram 566.8 milhões de reais. A Anta ficou com 350 milhões e o Coisa Ruim de Minas com o restante.
Um verdadeiro absurdo.

Fala-se neste momento triste, em que a política foi sequestrada por bandidos disfarçados de parlamentares, em um criminoso fundo partidário recheado de grana do nosso já arrebentado bolso, que importaria na quantia de 3 bilhões, para que "se mantenha viva a nossa democracia", como se ela, com os constantes assaltos que temos presenciado já não estivesse respirando por aparelhos no CTI da vida nacional.

O STF ao se meter na política proibindo o financiamento privado nas eleições, acabou por criar um problemão que só será devidamente resolvido com uma reforma política séria que mude radicalmente a forma de se fazer política neste país. Não tendo capacidade de fiscalizar devidamente as prestações de contas eleitorais, mesmo com sua pesada e inchada estrutura, mesmo com todos os recursos mais modernos hoje disponíveis para exercer a sua função constitucional e para se livrar da condição de lavanderia de grana roubada que sustenta eleições, a corte suprema resolveu agora apoiar esta vergonha que se chama fundo partidário.

Uma reforma política agora, feita nas coxas e por um congresso com a maioria de seus integrantes debaixo de sérias suspeitas impõe o risco de que prevaleça o desejo dos bandidos, chefões máximos destas organizações criminosas em que se transformaram os partidos políticos. na intenção clara de manterem-se sob a proteção exclusiva do também maldito foro privilegiado, cuja responsabilidade cabe àquela corte pesada, ineficiente, inchada, lerda, perdulária que inocenta bandidos por decurso de prazo.

Que tal debates, senhores?
Todos os dias. Em rede nacional com todas as emissoras. Com todos os candidatos majoritários em seus estados e no plano nacional?
Estou certo que as emissoras aceitariam de pronto.
E, algo me diz, o povo também.

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