O fio da navalha de um PGR que, além de SELETIVO, é partidário.

Janot estaria obrigado, se tivesse alguma responsabilidade com o cargo que ocupa, a dar sérias, extensas e inúmeras explicações sobre sua atuação à frente da Procuradoria Geral DA REPÚBLICA, por ele transformada em Procuradoria Geral DE BANDIDOS.

Ele tem, sob sua toga e responsabilidade, uma penca nada desprezível de processos que exigem a mais completa e detalhada apuração, que dizem respeitos a fatos graves, alguns que atentaram, de forma flagrante, contra os princípios de uma democracia que se quer séria e que envolvem figuras bastante conhecidas por processos anteriores que ainda dormem, sem conclusão, numa Suprema Corte que trabalha pouco, mal e lentamente, a ponto de deixar que sejam prescritos, POR DECURSO DE PRAZO, crimes cabeludos cometidos contra os cofres públicos e contra a democracia.

Existe, e é canalhice juntar as duas como fazem alguns, duas Repúblicas da Operação Lava Jato. A que opera em Curitiba que investiga bandidos sem ou que perderam foro privilegiado já que está, impedida por Lei de extrapolar esta fronteira, e a que opera em Brasília, responsável por investigar a casta de privilegiados com o maldito Foro Especial.
As diferenças entre as duas são gritantes. Tanto na conduta de atuação quando nos resultados do que nelas são investigados.

Enquanto a Equipe comandada por Sérgio Moro, a salutar REPÚBLICA DE CURITIBA, se esmera na busca de provas, sem perder de vista a exigida celeridade da justiça, a equipe da REPÚBLICA DE CURITIBA, comandada por Janot tem proporcionado espetáculos patéticos e, no mínimo suspeitos. O clímax desta atuação nefasta dos meninos de Janot foi este cancelamento absurdo, inexplicável, sombrio e safado do cancelamento da delação de Léo Pinheiro que, graças aos deuses, já foi devidamente vazado pela Revista Veja. Ao enfiar na cara de Janot, após a primeira reportagem, que detinha grande parte da documentação que envolveram as tratativas de Pinheiro com Janot, a Veja enfiou, nos chifres de Janot, uma dose completa e amarga de uma desmoralização que, dado o andar da carruagem de Janot, foi mais que merecida.
Janot está desmoralizado.
E, não é de hoje, está por merecer.

A delação de Sérgio Machado é outro exemplo tão ou mais contundente da forma vagabunda de atuação que norteia o SELETIVO PGR, que este caso envolvendo a OAS e Leo Pinheiro.
Sérgio Machado conseguiu muito além do que merecia. Manteve sua grana lá fora, toda ela roubada da Petrobrás, fato por ele admitido. Manteve seus filhinhos ladrões fora das investigações. Manteve seu rico e vasto patrimônio intocável, todo ele proveniente de roubo dos cofres da Petrobrás. E o que Machado ofereceu para Janot?
Muita coisa que serve para a política, mas que de nada serve para efeito de condenação para os implicados por ele em sua delação. Um monte de ilações. Um monte de fofoquinhas políticas, realizadas por gravações ilegais, por não estarem autorizadas pela justiça e que, para usar um termo petralha, estão em claro confronto com o devdo processo legal.
Enfim, a delação de Machado não servirá para nada, além do aspecto político cujos resultados parecem de encomenda aos propósitos, jáq obtidos, de ninguém mais que Janot em sua evidente estratégia de aliviar a barra do petismo bandido, como se fora uma espécie de agradecimento por ostentar a toga de aluguel com que se expõe nas audiências da Suprema Porcaria.

E não fica só por aqui.
Quando, por exemplo, o PGR SELETIVO usará a mesma eficácia, denodo, pressa e "senso republicano" que teve com Eduardo Cunha contra Renan 11 Processos Calheiros?
Quando, por exemplo, o PGR SELETIVO usará a mesma eficácia, denodo, pressa e "senso republicano" que teve com Eduardo Cunha contra Aloísio Mercadante?
Quando, por exemplo, o PGR SELETIVO usará a mesma eficácia, denodo, pressa e "senso republicano" que teve com Eduardo Cunha contra Edinho Silva?
Quando, por exemplo, o PGR SELETIVO usará a mesma eficácia, denodo, pressa e "senso republicano" que teve com Eduardo Cunha contra a GovernAnta?

Ao que tudo indica, a estratégia do SELETIVO e REPUBLICANO Janot era a de deixar, em relação aos outros casos sob a sua responsabilidade e que envolve um grande número de coleguinhas de partido, que o tempo fosse passando para que o impeachment da GovernAnta tivesse solução mais efeitva, ao mesmo tempo em que, de alguma forma, pudesse enfiar todos no mesmo saco do TSE, com a cassação da chapa vitoriosa nas eleições.

Passado o processo, se a GovernAnta não fosse impinchada, dá para imaginar a conduta que teria Janot. Caso contrário, com a perda do foro, ficaria sob a responsabilidade de Moro a investigação e processo dos bandidinhos ilustres do partido do Republicanissimo Rodrigo Janot e este sairia blindado das possíveis críticas que lhe seriam desferidas por um partido expert em enlamear reputações.

Janot não deve, aos brasileiros, somente explicações.
Janor deve, isto sim, por em prática o REPUBLICANISMO que alega possuir.

Vou mais longe.
Se tivesse vergonha colocaria seu cargo à disposição.
Porém exigir de petralhas conduta como esta é, sem dúvida alguma, exigir demais.

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