Cunha fez a coisa certa, mas no timing errado.

Eduardo Cunha, STF, Renúncia, Presidência da Câmara
Cunha, mais uma vez, perde o timing para uma ação concreta.
Poderia ter renunciado antes. Ganharia mais apoio e não enfrentaria uma piora de sua situação causada pela postergação de seu processo.

Conseguiu juntar mais os seu desafetos e colocou em situação difícil os que lhe davam apoio.

Teria oxigenado a Câmara mais cedo, encurtando a presidência deste execrável Waldir Maranhão.

Cunha conseguiu, com as várias empurradas de barriga, ficar na situação insustentável em que se encontra hoje.

Antes uma observação.
Nenhum dos grandes bandidos denunciados pelas Operações da Polícia Federal, e são muitos e alguns muito piores que Cunha, sofreu perseguição tão implacável e, de certo modo, desonesta.
Esta é uma obra exclusiva de Rodrigo Janot que atuou, de forma criminosamente seletiva, talvez para satisfazer os desejos de vingança de sua chefa maior, quando se compara com outros acusados que estão escondidos nas gavetas de Janot.

Sofreu também a perseguição, igualmente criminosa de um STF que rasgou a Constituição, pisou na autoridade da Câmara em julgar os seus, adotou uma decisão de excepcional exceção jurídica para afastar Cunha de suas funções. Esta atitude do STF em um país minimamente decente e democrático, não aconteceria jamais.

Cunha é sim um dos bandidos mais bandidos da política brasileira.
Mas sem sombras de dúvidas não é o maior nem o pior desta gama de vagabundos que ostentam no peito e na política o poder de quem deveria representar seus eleitores, mas que acabam por se transformar em assaltantes de uma grana suada que sai do bolso de todos nós brasileiros.

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