Cunha, renunciando, deu partida à caça ao tesouro que é a presidência da Câmara dos Deputados.
Já há na lista 14 prentensos candidatos à matar a fera cobiçada.
E o que se vê e o que se extrai de todo o cenário que temos é que o tesouro mais cobiçado desta disputa, infelizmente, não é a caça que deveria ser a mais cobiçada, que é resgatar a credibilidade de um poder seriamente comprometido por parlamentares que trocaram suas consciências por punhados generosos de grana.
O que se vê é que o número de parlamentares sérios é uma minoria tão menor que está incapacitada, sequer, de ter alguma influência na escolha de quem será o líder de uma Câmara quase toda ela tomada por possuidores de ficha criminal importante.
"Se você acha esta legislatura ruim, espere a próxima", nos dizia o velho Ulysses Guimarães. Não creio que a famosa frase de Ulysses se concretize como "profecia" nas próximas eleições. Não se conseguirá, tão cedo, uma Câmara e um Senado que consiga ser pior que os atuais.
Não adianta, também, jogar a culpa deste descalabro político somente nas costas do petralhismo bandido de LuLLa. Prova disso é que existem, na legislatura atual, aqueles que não caíram no canto da sereia cachaceira e se venderam. A questão de fundo é de carater mesmo. É certo que o petismo, na era LuLLa, enxergou um monte de vagabundos dispostos a se portarem como mercadoria barata e, diante disso, não pensou duas vezes em comprá-los.
Mas o grande culpado de termos um legislativo tão desprezível é de sua excelência o eleitor.
Não fosse o seu voto errático e impensado, não teríamos o legislativo que temos.
Se hoje a Câmara é quase que totalmente dominado por integrantes de um denominado "baixo clero", esse domínio se estabeleceu em virtude de um possível baixo voto que sempre existiu, mas que agora além de existir, se agigantou.
Não vou discutir os méritos deste baixo voto. Mas convém começar a alertar que, nas próximas eleições, se um número expressivo de eleitores que pensam trocarem a praia (ato de rebeldia) pela cabine de votação antes de se tostar na areia, teremos, sem dúvida alguma, uma chance de melhorar, pelo menos um pouco, a representatividade parlamentar.
A torcida deste velhote aqui é que, diante de tudo o que se assiste, que o eleitor pare e pense bem o que vai fazer com seu voto nas próximas eleições.
Author: Unknown
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